Fisiologia humana
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anterior de uma mulher e de um homem
Latim humana physiologia
A fisiologia humana é o ramo da
fisiologia voltado para o estudo dos
seres humanos. Muito de seu conhecimento foi obtido através de
experimentos em animais. A
anatomia e a fisiologia são campos de estudo estreitamente relacionados: a primeira diz respeito à forma e a segunda dedica-se ao estud da função de cada parte do corpo, sendo, ambas, áreas de vital importância para o
conhecimento médico.
Digestão
A digestão é um
processo químico e mecânico onde ocorre a quebra das
moléculas dos
nutrientes. Estes nutrientes são os
lípidos, as
proteínas, os
carboidratos e os
ácidos nucleicos. O caminho do
alimento é o seguinte:
boca,
faringe,
esôfago,
estômago,
duodeno,
intestino delgado (
jejuno),
intestino grosso,
reto e ânus, por onde saem as
fezes. A
bílis, produzida pelo
fígado,
emulsifica gorduras, facilitando a ação das
lipases. Os
hormônios envolvidos na
digestão são:
gastrina,
secretina,
colecistocinina e
enterogastrona. Todos secretados por
células epiteliais do trato digestivo. As
pregas intestinais ou vilosidades são formadas por
vasos sanguíneos e
linfáticos,
tecido conjuntivo e
tecido epitelial com
microvilosidades, que aumentam a superfície de
absorção.
As
enzimas gástricas (do
estômago) não quebram
carboidratos, mas apenas
proteínas, pela ação da
pepsina, que é ativada pelo
ácido clorídrico do
suco gástrico. A
tripsina e a
quimiotripsina estão inicialmente na forma de
tripsinogênio e
quimiotripsinogênio, que são ativados pela enteroquinase no
duodeno, quando o
suco pancreático ali é lançado. Os
monossacarídeos são obtidos a partir de
dissacarídeos no
intestino delgado pela ação das
enzimas entéricas:
maltase,
lactase e
sacarase.
Todo o
alimento é utilizado como fonte de
energia ou construção da
matéria viva. O que estiver em excesso será armazenado na forma de
lipídios, nos
adipócitos (
células do tecido gorduroso ou
adiposo). Quando há carência de
nutrientes, as
gorduras começam a ser mobilizadas como fonte de energia e a pessoa emagrece.
Alguns problemas do
trato digestivo são: a
úlcera péptica - causada por medicamentos ou pela
bactéria Helicobacter pylori, quando há falha na defesa do
revestimento do estômago ou
duodeno e a
acidez gástrica ataca este revestimento, surgindo lesões e buracos, que ocasionam dores e
azia; a
prisão de ventre, que ocorre quando os
movimentos peristálticos do intestino estão muito lentos e os resíduos ficam muito tempo no intestino, onde endurecem devido à grande reabsorção de água; e a
diarreia, que ocorre quando o
intestino delgado fica irritado e os movimentos peristálticos ficam muito rápidos.
Excreção

Ver artigo principal:
Sistema excretor A excreção é a eliminação dos resíduos metabólicos resultantes das reações químicas das células do
organismo. Tais
excretas nitrogenados não podem permanecer na
circulação sanguínea por serem
tóxicos. Eles podem ser a
amônia, a
ureia e o
ácido úrico. Os animais
amoniotélicos excretam a
amônia por ser uma substância muito
solúvel em
água; os animais
uricotélicos excretam
ácido úrico, que é muito pouco solúvel e não precisa de quantidade relevante de água; os animais uriotélicos excretam
ureia, que requer pouca quantidade de água e é bem adaptada à excreção humana, pois precisamos economizar o máximo de água possível. Nossa excreção é feita pelos
néfrons, que são a unidade filtradora dos
rins. Existem cerca de um milhão de néfrons em cada rim. Nosso rim é do tipo
metanefro, pois retira todos os metabólitos direto do sangue. 99% da água é reabsorvida e, no duto coletor, é formada a
urina, sendo esta armazenada na
bexiga e liberada pela
uretra.
Dois
hormônios atuam na excreção humana: a
aldosterona e o hormônio antidiurético (
ADH). O ADH é liberado pela
hipófise e facilita a reabsorção de água nos néfrons. O
álcool inibe o ADH, produzindo urina mais diluída e abundante. A aldosterona das
suprarrenais aumenta a reabsorção de
íons nos túbulos do néfron e atua portanto no controle osmótico do sangue.
Alguns problemas do
trato urinário são a
uremia - elevação da taxa de ureia no sangue; a
glomerulonefrite -
inflamação dos
glomérulos; os
cálculos renais - acumulação de
cristais de
sais minerais nos rins.
Respiração

Ver artigo principal:
Sistema respiratório Representada pelos processos de
inspiração e
expiração. O
sistema é formado pelas
vias respiratórias e pelos
pulmões. O
ar inspirado, rico em
oxigênio, enche os pulmões ao nível dos
alvéolos (sacos onde ocorrem as trocas gasosas com o sangue (
hematose). Os pulmões são protegidos pela
caixa torácica, formada pelo
esterno e pelas
costelas. Os movimentos são feitos pelo
diafragma e pelos
músculos intercostais. Quando inspiramos, a caixa se expande e o diafragma desce, entrando o ar. Quando expiramos, a caixa volta ao normal e o diafragma sobe novamente, expelindo o ar, cheio de
gás carbônico. O sangue deve nutrir os
tecidos e por isso leva os nutrientes e os gases respiratórios. Quando chega às células dos tecidos diversos, ocorre uma troca entre eles e o sangue arterial, que libera o oxigênio e recebe o gás carbônico, que é carregado principalmente sob a forma de íons
Bicarbonato, mas também é levado dissolvido no
plasma e ligados à
hemoglobina. A
anidrase carbônica é a
enzima que vai catalisar a reação da água com o
dióxido de carbono no sangue. A hemoglobina é o pigmento das
hemácias que lhes dá a coloração característica e através dos seus íons Ferro, carregam o oxigênio inspirado para todas as células do corpo. Tal oxigênio será utilizado para a
respiração celular, com um saldo energético de 38
ATPs para cada molécula de glicose.
Desenho representando os pulmões e o coração humano
O
monóxido de carbono, um gás inodoro, faz uma ligação altamente estável com a hemoglobina, incapacitando-a de transportar o oxigênio. Se o indivíduo for exposto ao
monóxido de carbono por um período prolongado, pode chegar à
morte por asfixia. Em altitudes mais elevadas, o ar é mais rarefeito e a disponibilidade de oxigênio, mais baixa. As pessoas que vivem ao nível do mar, ao subirem a tais altitudes sentem o impacto da carência de oxigênio. O organismo, para suprir tal carência, começa a produzir mais hemácias na
medula óssea pela ação do hormônio
eritropoetina e, portanto, vai haver maior número de
moléculas de hemoglobina para captarem mais oxigênio.
Alguns problemas do
trato respiratório são a
gripe e
resfriado - causados por
vírus, que atacam as
vias respiratórias, os seios nasais e o
ouvido; a
tuberculose e
pneumonia - causadas por
bactérias. A
traqueia e os
brônquios podem ficar
inflamados, podendo ocasionar a
bronquite aguda e chegar aos pulmões -
broncopneumonia. A
bronquite crônica ocorre devido à irritação constante das
vias aéreas por ação do
fumo,
alergias e
poluição do ar. O
enfisema é uma destruição progressiva dos
alvéolos, causada principalmente pelo fumo. A
asma é uma reação inflamatória nos brônquios, com
edema,
hipersecreção de
muco e contração da
musculatura lisa, provocando
falta de ar.
Circulação
Sistema circulatório
Esquema representando o coração humano
A circulação é feita através do
tecido sanguíneo. O
sangue circula por
vasos: as
artérias,
veias e
capilares. A
circulação humana é dupla, fechada e completa. O sangue passa duas vezes pelo
coração em um circuito completo que dura cerca de 1 minuto. O coração é composto de quatro
cavidades: dois
átrios e dois
ventrículos. O
átrio direito recebe
sangue venoso do corpo através das
veias cavas. O
ventrículo direito bombeia este sangue para os pulmões, onde ocorre a
hematose, através da
artéria pulmonar. O
sangue arterial entra no
átrio esquerdo e é bombeado para o corpo através da
sístole do
ventrículo esquerdo e sai do coração para o corpo através das
artérias aorta e
carótidas. As cavidades são separadas por válvulas e há também válvulas entre os ventrículos e os vasos por onde o sangue sai. O
miocárdio é o
músculo cardíaco (musculatura estriada cardíaca -
movimentos involuntários). Ele tem certa independência em relação ao
sistema nervoso, pois permite os
batimentos cardíacos através de feixes de células que transmitem um impulso elétrico permitindo os movimentos de
sístole e
diástole de ambos os átrios e ambos os ventrículos. São o
nódulo sinoatrial; o
nódulo átrio-ventricular; o
feixe de Hiss e as
fibras de Purkinje. O sangue arterial leva nutrientes, gases respiratórios e hormônios para os tecidos e recolhe excretas e gás carbônico. A troca ocorre ao nível dos capilares, vasos bem finos, e o que extravasa e não retorna devido à diferença de
pressão na parte arterial e na parte venosa do capilar é recolhido pela
circulação linfática, que também transporta
linfócitos, células de defesa do organismo. O que é recolhido é, mais tarde, levado de volta ao sangue através das
veias subclávias.
A
veia é todo vaso que entra no
coração, não possui
fibra elástica e é
complacente. Localiza-se em regiões superficiais. A
artéria é todo vaso que sai do coração, independente do tipo de sangue que transporta; e tem fibra elástica e parede larga, rígida e redonda. Localiza-se em regiões profundas.
Alguns problemas do trato circulatório são: a
aterosclerose - endurecimento dos vasos sanguíneos pela deposição de
placas de gordura (
ateroma); a
isquemia - dificuldade de transporte de oxigênio e oxigenação das células em geral; a
trombose - entupimento de um vaso, impedindo a passagem do sangue; o
acidente vascular cerebral (
AVC) - rompimento de uma artéria do
cérebro devido a uma elevação brusca da
pressão arterial; o
infarto- morte do miocárdio devido ao entupimento das artérias que irrigam o coração, as coronárias. Sintomas são a
angina pectoris (dor no peito esquerdo que irradia para o braço), dor na nuca,
sudorese e dificuldade respiratória. Entre as causas dos problemas cardíacos e circulatórios, estão o
sedentarismo (falta de
exercício físico),
obesidade,
alimentação rica em
gordura animal e
gordura trans,
fumo,
estresse,
depressão e uso de
anabolizantes.
Referências
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ISBN 9812731997 Eagle, Sharon; Brassington, Cindi; Dailey, Candace; Goretti, Cheri. The Professional Medical Assistant: An Integrative, Teamwork-Based Approach. Filadélfia, PA: F.A. Davis, 2009. p. 497.
ISBN 0803623224 Beebe, Richard; Myers, Jeff. Professional Paramedic, Volume I: Foundations of Paramedic Care (em inglês). Stamford, CT: Cengage Learning, 2009.
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Retirado de:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fisiologia_humana